Oposição tricolor ironiza situação e diz que não há pressa para votar obra

O candidato de oposição à presidência do São Paulo, Kalil Rocha Abdalla, ironizou a atitude dos conselheiros de situação de protocolar no Conselho Deliberativo um pedido para que seja definida data para votação da obra da cobertura do Morumbi. Em conversa com a reportagem do GloboEsporte.com, Abdalla deixou claro que o grupo da oposição não vai participar de nenhuma votação até que todas as dúvidas relativas ao projeto sejam sanadas.

– Para mim, (a tentativa da situação) não muda. O problema é do presidente do Conselho. Eu não entendo o motivo de tanta pressa. O Carlos Miguel (Aidar, candidato de situação) não vai ganhar (a eleição)? Então, faz depois. Até agora, não vimos o contrato. Só tivemos acesso a algumas cláusulas, mas o contrato não foi visto por ninguém. Nada muda – afirmou o oposicionista.

Marco Aurélio Cunha, homem forte da chapa de Kalil Abdalla, disse que a situação resolveu tomar essa atitude para tirar o foco do fraco momento do time na temporada.

– Como não estão jogando nada, eles lançaram esse assunto de cobertura novamente no ar para que todos esquecessem o que o time ainda não mostrou na temporada. Tem muita coisa errada, o Jadson foi embora porque estava desmotivado. Ninguém pode nos obrigar a votar. Para nós, esse documento não muda absolutamente nada – disse.

O presidente do Conselho Deliberativo do clube, José Carlos Ferreira Alves, disse que ainda não tem nenhuma posição sobre a assunto.

– Estou chegando ao clube e só aí vou analisar o documento. Se estiver dentro dos requisitos, vamos marcar uma reunião extraordinária para discutir o assunto. Mas não queria me alongar no assunto porque não estou com o documento em mãos – afirmou.

A obra da cobertura do estádio está emperrada desde o dia 17 de dezembro, data em que a oposição boicotou a votação que seria realizada no salão nobre do Cícero Pompeu de Toledo. Logo depois, a construtora Andrade Gutierrez deixou o negócio, mas cedeu todos os projetos para o clube. Segundo José Francisco Manssur, assessor do presidente Juvenal Juvêncio, dez construtoras estão interessadas em investir no projeto que tem orçamento estimado em R$ 460 milhões.

Fonte: Globo Esporte

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