Oposição do São Paulo tentará vetar aprovação de projeto do Morumbi

Liderada pelo candidato à presidência e ex-diretor jurídico Kalil Rocha Abdalla e pelo ex-superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha, a chapa de oposição do São Paulo tentará vetar a aprovação dos contratos para as obras de modernização do estádio do Morumbi em reunião do conselho deliberativo, na noite desta terça-feira. Os oposicionistas alegam que não tiveram acesso aos termos firmados entre clube e parceiros no fim de novembro, e que não poderão dar parecer favorável ao início das obras.

Os oposicionistas se dividem entre os que irão à reunião e votarão contra e os que não irão comparecer ao encontro entre conselheiros. Além da postura contrária, Kalil Rocha Abdalla afirma que, segundo o estatuto do clube, o conselho deliberativo só poderá referendar o contrato se estiverem presentes pelo menos 75% dos conselheiros – 177 de um total de 235, entre vitalícios e eleitos, atualmente. Abdalla e seus aliados pedem mais tempo e detalhes para analisar o projeto antes de votarem.

“É tudo guardado a sete chaves. Estão pedindo a ratificação de um contrato, mas ninguém consegue ver o contrato. Ninguém conhece. Como vamos votar uma coisa que ninguém sabe? Isso nós não concordamos”, disse Abdalla, que não admitiu que parte dos oposicionistas não irá comparecer à reunião.

No fim de novembro o São Paulo firmou contrato com a Andrade Gutierrez, construtora, e com outros parceiros. A XYZ Live, que vai operar a arena de shows no novo projeto, a Lacan Investimentos, que servirá como fundo, e a Multipark, responsável pelos estacionamentos, entraram no acordo. O projeto será financiado pelo BTG Pactual.

A maior crítica dos oposicionistas é em relação ao preço da obra, que prevê a construção de uma cobertura para o estádio e de uma arena de shows, anexa ao Morumbi. O projeto será bancado por meio de investidores, mas tinha custo estimado em R$ 300 milhões quando anunciado, no fim de 2011, e hoje prevê gastos de R$ 408 milhões.

“Não sei o que vai se discutir na reunião. Sou um advogado, gostaria de examinar o contrato. Não pude. Acho que é difícil dar uma explicação. Estatuto fala que precisa ter 75% dos conselheiros para votar, e acho que não terá na reunião de amanhã 75%”, completou Abdalla, na noite de segunda-feira.

Kalil Rocha Abdalla foi diretor jurídico do São Paulo até setembro, e disse que mesmo na função não tinha acesso aos contratos do estádio. “Não tive. Essa parte toda foi delegada, pelo que me consta do Juvenal, ao [José Francisco] Manssur, que é um assessor especial que ele tem. Isso não passou na mão do jurídico”, falou o candidato.

Segundo a oposição, o contrato não poderá ser ratificado se houver menos de 177 conselheiros na reunião desta terça-feira. Aliados do presidente Juvenal Juvêncio falam que não há restrições, e que precisarão apenas da maioria simples dos votos favoráveis para ratificarem os contratos. O estatuto do São Paulo não tem um item específico para detalhar procedimentos em reuniões para aprovar contratos. Sobre o tema, diz apenas que a diretoria precisa de aprovação do conselho deliberativo para aprovar contratos deste porte.

 

Fonte: Uol

 

Nota do PP: Acho que a transparência é tudo, e é exatamente o que essa diretoria não está fazendo. Mas o projeto Morumbi precisa ser aprovado, mesmo que a sessão dure até amanhã. Afinal, é hora de conselheiro mostrar porquê está lá, não ficar babando ovo de presidente e convidados ilustres.

Um comentário em “Oposição do São Paulo tentará vetar aprovação de projeto do Morumbi

  1. Paulo
    Apenas para deixar claro que a oposição não é contra a cobertura.
    Ocorre que os conselheiros não tiveram acesso ao contrato e sequer detalhes deles, tais como, garantias, hipoteca do morumbi, tempo e forma de exploração, direitos e deveres das partes, etc…
    Diante disso, não se poder dar anuência a aquilo que você sequer pode avaliar as consequencias. Somente isso…
    Não se pode aprovar um projeto a qualquer custo, sem uma analise profunda…
    Transparencia e mais tempo para analise e, caso seja bom para o clube, acho que pode haver um consenso.
    Abs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*