Muricy: ‘São Paulo é um Boeing, e um mais ou menos não pode dirigir isso’

A partida contra o Fluminense serviu apenas como teste para os reservas do São Paulo na tarde deste domingo, no Maracanã, 35ª rodada do Brasileirão. Na oitava posição e bem longe de correr riscos de cair para a Série B, a equipe chega à reta final do Brasileiro tranquila, bem diferente do que se poderia imagina a um turno atrás, por exemplo – nem mesmo a derrota por 2 a 1 para a equipe carioca quebrou a tranquilidade do Tricolor paulista.

O técnico Muricy Ramalho falou sobre a reviravolta na situação da equipe logo após a partida. Se antes, as coisas não funcionavam, com a sua chegada o clube pôde se dar ao luxo de privilegiar a Copa Sul-Americana. A competição, além de garantir ao campeão vaga na Taça Libertadores, poderá dar ao time um título para festejar após uma temporada turbulenta – o São Paulo começa a decidir vaga na final na próxima quarta-feira, contra a Ponte Preta.

– A situação estava muito ruim, e o futebol não perdoa. Falamos sempre e é verdade: a bola pune mesmo. O Cruzeiro foi campeão porque contratou, planejou. Isso faz diferença. O futebol é para poucos, o São Paulo é um Boeing, e um mais ou menos não pode dirigir isso aqui. A situação estava muito ruim, em todos os sentidos. Não pode o São Paulo estar nessa situação, é brincadeira o que aconteceu. Melhoramos muito mesmo, de chegar ao ponto de poder poupar jogador. Quando cheguei nem se falava em Sul-Americana, e hoje nos recuperamos no Brasileiro e podemos disputar o título.

O comandante tricolor prosseguiu:

– Temos de sentar e refletir porque o São Paulo chegou a esse ponto para não repetir depois. Ninguém está feliz, masaliviado. Situação (de brigar contra o rebaixamento) é muito difícil, ninguém dorme. Da mesma forma que estão meus amigos do Fluminense agora, o cara fica fazendo um monte de conta. Sei porque já passei por isso.

Apesar de exaltar a qualidade de Paulo Autuori, seu antecessor no São Paulo, Muricy afirmou que sua experiência passada dentro do clube foi fator primordial a recuperação da equipe. De volta ao Morumbi, onde conquistou títulos como jogador e técnico, ele fez o time ganhar forma e trazer a torcida novamente para o seu lado.

– Tenho um pouco de facilidade porque fui jogador desse clube, trabalhei aqui e fui campeão. E o fundamental foi que a torcida veio junto.Voltei novamente a frequentar o CT, tenho essa facilidade. Começou a dar liga, não tem mágica no futebol. Os técnicos que estavam lá antes de mim eram bons. O (Paulo) Autuori é muito bom, mas pegou um momento pior do que eu peguei – concluiu.

O São Paulo volta a campo na próxima quarta-feira, pela partida de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. A equipe enfrenta a Ponte Preta, às 21h50 (horário de Brasília), no Morumbi, em busca da vaga na decisão do torneio.

Fonte: Globo Esporte

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