Muricy foge de temas negativos e diz o que pensa sobre punir elenco

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O técnico Muricy Ramalho não distribuiu patadas ou exibiu atitude agressiva nos discurso após o empate por 1 a 1 com o São Bernardo, na noite de quinta-feira, no estádio 1º de Maio. O treinador escolheu sobre quais assuntos desejava falar e teve diferentes posturas para cada tema. Fugiu de questões sobre o gol sofrido em falha da zaga e sobre a má atuação de Ganso. O técnico falou aceitar a oscilação apresentada pela equipe nos últimos jogos e disse que não punirá os jogadores por deslizes.

“Faltam só pequenos ajustes, que com certeza a gente vai melhorar”, foi a frase que ditou o tom da entrevista de Muricy Ramalho. Questionado em mais de um momento sobre quais seriam os pontos a seres melhorados, o treinador preferiu não entrar em detalhes.

Muricy descarta punir jogadores com períodos no banco de reservas porque acha que não será necessário, e que a situação não exige tal caráter emergencial.

“Não posso ter esse pensamento tão forte. De cara ruim, punir o cara, matar o cara. Não posso ser assim. Jogador às vezes oscila. Não pode tirar para punir. Tem de fazer a leitura. Não tem essa de punir. Amanhã você vai precisar do jogador”, falou o técnico.

O empate deixou o São Paulo com apenas 14 pontos, na segunda posição do Grupo A do Paulistão, e faz com que o Penapolense se distancie na liderança, com 18 pontos. O Linense, terceiro do grupo, tem 10 pontos. Até agora o São Paulo fez quatro jogos fora de casa, e este foi o primeiro no qual somou ponto. Antes, três derrotas. No Morumbi, o time venceu quatro vezes e empatou uma. Para Muricy, que aceita as oscilações, mais importante que os pontos somados será chegar ao fim do torneio com bom nível de competitividade.

“Não está jogando o que tem de jogar. Está jogando em nível razoável. Por isso que não ganha fora de casa. Precisa melhorar muito para ganhar. Preocupação é em todos os sentidos. Não em pontuação, mas em termos de chegar com time definido, com padrão, time encorpado”, falou.

Diferentemente do modo como agiu em outros momentos, o técnico não quis comentar sobre a má atuação de Paulo Henrique Ganso, que mais uma vez não se destacou e foi pouco acionado na partida.

“Está até chato responder, sempre a mesma pergunta…”, falou, de modo irônico. “Quando eu falo, eu falo. Quando fico quieto, vocês falam que fico quieto. Faço o que eu quero”, prosseguiu, entre sorrisos.

O gol do São Bernardo, convertido por Marino, aconteceu após jogada do ponta Gil para cima de Roger Carvalho. O adversário colocou a bola na frente e arrancou, fazendo com que o zagueiro são-paulino ficasse para trás. Ao cruzar para a área, Marino entrou sem marcação, frente a Paulo Miranda, Antonio Carlos e Alvaro Pereira, que não marcavam ninguém, além de Maicon e Souza, que não acompanharam a jogada. Gol no qual Rogério Ceni só teve a olhar. Para Muricy, o ideal é não apontar culpados.

“Quando não funciona, é o time. Não dá pra falar de Pedro, Antonio… não marcou bem e tomou gol”, disse.

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