Muricy bem-humorado troca patadas por ironias em entrevista no CT

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O técnico Muricy Ramalho protagonizou uma entrevista coletiva incomum na tarde desta sexta-feira, no CT da Barra Funda, no dia seguinte ao empate por 1 a 1 com o São Bernardo e dois dias antes do clássico contra o Santos, no Paulistão. As respostas ríspidas às perguntas dos jornalistas, que ficaram famosas entre 2006 e 2009 deram lugar às brincadeiras do treinador, bem-humorado. Teve “críticas” ao jornalismo esportivo e até autopromoção.

A primeira questão sobre o mau desempenho recente de Paulo Henrique Ganso – a segunda pergunta da entrevista coletiva – abriu as brincadeiras de Muricy: “Vocês são muito criativos…. agora vocês vão vir com o Ganso de novo? Vou falar de novo que não comento sobre jogador. Agora os caras lá em casa vão falar que vocês só perguntam a mesma coisa, que a coletia está chata”, disse o técnico, irônico.
Questionado novamente sobre a falta de criatividade de Ganso, Muricy falou sobre suposta falta de criatividade nas perguntas da coletiva.
“Não, vocês são muito ruins. Vai me desculpar, mas ninguém fala, os amiguinhos nossos [outros técnicos] são todos políticos, mas vocês são muito ruins. Ele [Ganso] também tem que criar, como vocês também, que não são criativos para nada, ele tem que criar também”, complementou o treinador.
Ao citar uma lembrança dos clássicos entre São Paulo e Santos, Muricy relembrou um gol que marcou contra o time da Vila Belmiro defendendo a camisa são-paulina, em 1972. Questionado se seria titular no São Paulo atual, Muricy respondeu com ênfase.
“Eu? Nesse time nosso? Pegava a 8 e jogava o resto para cima”, brincou Muricy, que ainda disse que jogava melhor do que Paulo Henrique Ganso: “Muito mais… Eu? Muito mais, diferença imensa, tem nem dúvida”, falou.
Muricy ainda discorreu bem-humorado sobre os tempo de jogador, e disse que não há ninguém no futebol atual que desempenhe função como ele desempenhava.
“Difícil, né? Jogadores assim diferentes na maneira de jogar… No tempo que eu jogava eu era o número 8. Se falava nos números, hoje se fala meia-atacante. No tempo que eu jogava tinha um número 10 que era mais ou menos, que era o Pedro Rocha. Eu carregava o piano, era o aluno dele, era um cara um pouco agressivo, era muito rápido, chegava. Por isso que eu insisto muito, por isso que eu falo que eles, meias, têm que fazer gol, têm que chegar mais na área, têm que voltar para recompor. Por isso que a gente insiste com os meias que não jogam só por trás. Hoje em dia quem joga são os volantes. Então é difícil você encontrar esse estilo. Hoje a maioria dos times joga com volantes e dois pontas, dois caras abertos”, concluiu.
Fonte: Uol

Um comentário em “Muricy bem-humorado troca patadas por ironias em entrevista no CT

  1. É Murici, realmente o futebol era outro ha 40 anos atras, mas voce tem que perceber que se passaram 40 anos, os jogadores sao outros e com outras caracteristicas.
    O papel do treinador é de desenvolver um sistema de jogo que tire o melhor de cada jogador. Nao dá para querer que o jogador produza o maximo sem respeitar a caracteristica de cada um.
    Os treinadores tambem precisam se reciclar.

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