Má relação com investidores faz São Paulo ser ultrapassado no mercado

Com dificuldades para contratar reforços e montar equipe competitiva para 2014, o São Paulo  vê os rivais passarem á frente no mercado de transferências. Enquanto o Santos se apoia no grupo de investimento Doyen Sports para contratar Leandro Damião e tentar Eduardo Vargas e Diego, o Palmeiras recebe o aporte de R$ 54 milhões de um fundo e o Corinthians também conta com parcerias para contratar.  Isolado e distante de investidores, o clube do Morumbi fica para trás e demonstra que não se adaptou às mudanças recentes do mercado do futebol.

Tal isolamento foi sempre visto como virtude, por dirigentes e torcedores são-paulinos. Quando ainda havia preconceito às parcerias, o São Paulo usava como qualidade ser detentor de 100% dos direitos econômicos dos jogadores do elenco. Hoje, saem na frente os clubes que se aliam a investidores e montam times rateados – o Cruzeiro campeão brasileiro em 2013 e o Corinthians campeão mundial em 2012 são exemplos de equipes em que praticamente nenhum atleta pertence 100% ao clube.

O São Paulo do presidente Juvenal Juvêncio – antes de Marcelo Portugal Gouvêa – se marcou pelo pioneirismo e pelas ideias novas no futebol brasileiro, nos últimos anos. Foi o primeiro no Brasil a tirar proveito da Lei Pelé e do fim do passe. Desde 2003, percebeu que poderia se valer de pré-contratos a seis meses do fim do vínculo para tirar jogadores de outras equipes de graça, sem indenizações. Comprou briga por conta disso, sofreu rejeição e acusações de aliciamento, e hoje vê a prática ser adotada por absolutamente todos os clubes do país. Desta forma, montou o time que conquistou o mundo em 2005 e, na sequência, venceu o Brasileirão em três edições seguidas.

O encerramento de 2013 no Morumbi é visto com alívio pela diretoria. Neste ano, o São Paulo viveu a maior crise de sua história. Demitiu dois técnicos, afastou jogadores, passou dois meses na zona de rebaixamento do Brasileirão e lutou contra a degola. Do time que começou o ano como titular, poucos permaneceram. Principais jogadores, Osvaldo, Jadson e Luis Fabiano foram ao banco de reserva.

A temporada é reflexo do modelo adotado no futebol são-paulino. Mesmo classificado à Copa Libertadores, não houve investimento. O principal reforço foi o zagueiro Lúcio, sem custos, pois não houve pagamento à Juventus (ITA). Antes, de fato, houve a contratação de Paulo Henrique Ganso, do Santos, em parceria com a DIS, do grupo Sonda. A transação, no entanto, foi acima até dos possíveis valores de revenda do meia para o mercado europeu. Por 32%, o São Paulo pagou R$ 17 milhões – na proporção, 100% de Ganso valeriam R$ 53 milhões, mais do que os R$ 40 milhões que o Corinthians pagou ao Milan (ITA) por Alexandre Pato.

Arquirrival são-paulino, o Corinthians se baseou na relação próxima a investidores para montar os times que venceram Brasileirão, Libertadores e Mundial. Tendo o BMG como principal parceiro, o clube ainda dividiu direitos com BWA, DIS e Audax para montar os times que levantaram as últimas taças. O Santos, agora com o Doyen Sports e antes com apoio de DIS e Teisa, tenta formar nova equipe para colher os frutos que obteve antes da saída de Neymar ao Barcelona.

Neste momento, o Corinthians sonha com Rafinha, lateral direito do Bayern de Munique (ALE) e tenta atravessar a negociação do próprio São Paulo com o volante Jucilei, do Anzhi Makhachkala (RUS). Recentemente a diretoria corintiana gastou com Renato Augusto, José Paolo Guerrero, Gil, Cleber e outros, sendo que a maioria contou com o aporte de parceiros.

O São Paulo prioriza contratações para o setor ofensivo e enfrenta dificuldades para montar o time de 2014. A diretoria ainda não encontrou nomes viáveis no mercado, mas procura pelo menos duas opções para servirem imediatamente ao time titular.

 

Fonte: Uol

3 comentários em “Má relação com investidores faz São Paulo ser ultrapassado no mercado

  1. Má relação com investidores? Mais uma notícia mentirosa da parceria UOL/Gambá.
    Mais de metade do elenco do São Paulo pertence ao Eduardo Uram, que se não é considerado empresário, pelo menos é dono dos jogadores. 70% do Ganso pertence à DIS. Metade dos passes de Rodolfo e do aprendiz de pastor, o Osvaldo, são de empresários.
    O que ele indiretamente quis dizer é que o São Paulo não faz negócio com os amigos do UOL, a máfia iraniana/russa que um dia roubou Oscar e Lucas Piazon do São Paulo e hoje domina o departamento de futebol da gambazada e está entrando com tudo na Ponte Preta do litoral.

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