‘Intocável’, Antonio Carlos vira ‘O Poderoso Tonhão’ no São Paulo

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Quando Marlon Brando e Al Pacino estrelaram o filme “O Poderoso Chefão”, em 1972, Antonio Carlos nem sequer tinha nascido. No entanto, mais de 40 anos depois da estreia, uma das maiores produções da história do cinema serve de inspiração para o zagueiro do São Paulo. No clube, o apelido do camisa 4 é Tonhão. Mas pode chamar de “O Poderoso Tonhão”.

A brincadeira partiu de um fã. O torcedor criou uma montagem com uma fotografia de Antonio Carlos sobre uma pose clássica de Vito Corleone, personagem central do primeiro filme da trilogia da dupla Mario Puzo e Francis Ford Coppola. Tonhão tanto gostou que colocou a imagem, semelhante à da capa do LANCE! deste domingo, em uma de suas redes sociais. Soberba? O desempenho do zagueiro em campo pelo Tricolor mostra que não.

Nesta temporada, o camisa 4 foi o único jogador que disputou todas as partidas como titular. Até Rogério Ceni, que costuma bater recordes de jogos ano a ano, foi poupado do duelo contra o Oeste, no Morumbi. Além do zagueiro, apenas Ganso e Osvaldo disputaram todos os jogos de 2013, mas nem todos como titulares.

A força do Poderoso Tonhão também se sustenta no faro de gol apurado. Com quatro tentos anotados este ano, Antonio Carlos é o vice-artilheiro da equipe na temporada. Ao todo, são nove gols em 32 jogos. Números que desde o ano passado impressionam o diretor Muricy Ramalho.

– Ele é hoje nosso principal zagueiro. Estou impressionado, porque nunca havíamos trabalhado juntos – disse o técnico, pouco tempo depois de voltar ao clube, durante o Brasileiro do ano passado.

Se no campo Antonio Carlos já gerou fascínio, fora dele o verdadeiro Poderoso Chefão segue à risca. O gerente executivo Gustavo Oliveira aproveitou a viagem do clube no ano passado para a Colômbia para assistir à trilogia. Na ocasião, o São Paulo viajou a Medellín para enfrentar o Atlético Nacional pelas quartas de final da Copa Sul-Americana e enfrentou muitas horas de voo. O time viajou em avião fretado, que fez conexão na Bolívia antes de chegar.

O dirigente aprovou os filmes. E torce para o atleta ter pelo menos um pouco do sucesso da obra. A inspiração é das melhores.

Trilogia do Poderoso Chefão

O Poderoso Chefão I
A primeira adaptação do livro homônimo do escritor norte-americano Mario Puzo é um marco na história do cinema. Recebeu dez indicações ao Oscar e venceu três: melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor ator (Marlon Brando). Conta a história da família Corleone e a passagem do “chefia” de Vito (Brando) para seu filho mais novo Michael (Al Pacino).

O Poderoso Chefão II
Primeira sequência do cinema a ganhar o Oscar de melhor filme. Recebeu 11 indicações e venceu seis. Robert de Niro venceu como melhor ator coadjuvante. A obra mergulha nas raízes da família Corleone e na consolidação de Michael (Pacino) como um Don muito mais perverso do que o pai. No elenco, também se destacam Diane Keaton, sua esposa, e Robert Duvall, o conselheiro.

O Poderoso Chefão III
Estrelado em 1990, mostra Michael Corleone (Al Pacino) já grisalho tentando legalizar os negócios da família. O desfecho da trilogia conspira sobre a morte do Papa João Paulo I (1978) e esquemas de corrupção no Vaticano. Recebeu sete indicações ao Oscar, incluindo melhor filme. Elenco conta ainda com Andy Garcia e Sofia Coppola, filha do diretor Francis Ford Coppola.

Fonte: Lance

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