Gringos do SP vêm pela Libertadores. Lembra como foram os outros 6?

A diretoria do São Paulo fez contratos longos de empréstimo com o lateral uruguaio Alvaro Pereira e com o atacante colombiano Dorlan Pabon por um motivo: monta, agora, um time para jogar a Copa Libertadores de 2015. Apesar do técnico Muricy Ramalho afirmar que o time montado com Alexandre Pato, Paulo Henrique Ganso, Luis Fabiano e outros badalados tem obrigação de brigar pelo títulos de todas as competições que disputar, o departamento de futebol do clube coloca como meta para 2014 a classificação para a principal competição sul-americana na próxima temporada. E fechar com a dupla estrangeira para a Libertadores entra nesse planejamento.

O São Paulo avalia que seria ruim montar a equipe da Libertadores de 2015 somente no fim deste ano. O vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes e o gerente do departamento Gustavo Vieira de Oliveira acreditam que o time da próxima temporada vai se beneficiar se estiver montado desde 2014.

O São Paulo terá dois caminhos para chegar à Copa Libertadores de 2015: o primeiro é pela Copa do Brasil. O campeão ganha uma vaga para a fase preliminar da competição. Caso seja redirecionado para a Copa Sul-Americana, o São Paulo concorre à mesma vaga na Libertadores. A outra rota, mais conhecida pelo clube, é pela classificação entre os quatro primeiros colocados do Brasileirão.

Se disputarem a Libertadores pelo São Paulo, Pereira e Pabon integrarão grupo restrito de jogadores: na história, foram apenas seis atletas estrangeiros que defenderam a camisa do clube na competição. Só um deles, o zagueiro uruguaio Diego Lugano, sagrou-se campeão, em 2005. Você lembra dos estrangeiros que atuaram pelo São Paulo na Libertadores?

1- Pedro Rocha (1972 e 1974)
Divulgação/Arquivo Histórico SPFC

O meia uruguaio Pedro Rocha, um dos maiores ídolos da história do São Paulo, levou o São Paulo para sua primeira Libertadores, em 1972. Na ocasião, o clube foi até a semifinal, onde acabou superado pelo Independiente, da Argentina. Pedro Rocha, protagonista, também jogou durante toda a campanha na Libertadores de 1974. Assim como em 1972, foi titular em todos os jogos. Em 1974, o São Paulo chegou à final do torneio, mas caiu contra o mesmo Independiente mais uma vez: venceu o primeiro jogo por 2 a 1 – com gol de Pedro Rocha – e perdeu a decisão por 2 a 0.

2- Pablo Forlan (1972 e 1974)
Arquivo/Folhapress

O pai do atacante Diego Forlan e compatriota de Pedro Rocha atuou ao lado do meia na Libertadores de 1972, primeira da história do São Paulo. Lateral direito, Pablo Forlan foi titular durante toda a campanha que acabou na semifinal. Ele também estava no elenco que atuou em 1974, mas só jogou na estreia do São Paulo na edição daquele ano. Depois, deu lugar a Nelson.

3- Darío Pereyra (1978 e 1987)
Joel Silva/Folhapress

Outro uruguaio, jogou duas edições da Libertadores pelo São Paulo e viu a equipe fracassar. Em 1978, teve a missão de substituir o compatriota Pedro Rocha. Começou jogando como meia no setor que era sustentado por Chicão e Neca. Não deu certo, assim como o São Paulo, eliminado na primeira fase em grupo que tinha Atlético-MG, Unión Española (CHI) e Palestino (CHI). Depois de virar zagueiro, não participou da campanha do clube na Libertadores de 1982. Em 1987, jogou alguns jogos: o São Paulo novamente caiu na primeira fase, em campanha pífia, no último lugar do grupo que tinha Cobreloa (CHI), Colo Colo (CHI) e Guarani.

4- Diego Lugano (2004, 2005 e 2006)
AP

É o estrangeiro – novamente uruguaio – que mais jogou a Libertadores pelo São Paulo, e aquele que mais sucesso obteve. Em 2004, em sua segunda temporada pelo clube, foi reserva da equipe comandada pelo técnico Cuca que chegou às semifinais e caiu para o Once Caldas (COL). Atuou em algumas partidas – em uma delas, contra o Deportivo Táchira (VEN), como titular. Em 2005, foi um dos protagonistas da campanha que rendeu ao São Paulo de Paulo Autuori (substituto de Emerson Leão) o terceiro título da competição, em vitória sobre o Atlético-PR. Jogou também como titular em 2006, quando o time, treinado por Muricy Ramalho, foi vice-campeão após ser superado pelo Internacional.

5- Néicer Reasco (2007)
Fernando Santos/Folhapress

Foi o primeiro estrangeiro não-uruguaio a vestir a camisa do São Paulo em uma Libertadores. O lateral direito equatoriano, contratado pelo desempenho na LDU (ECU) chegou ao São Paulo no segundo semestre de 2006 e ficou até 2008. No entanto, só disputou algumas partidas da Libertadores de 2007, quando o time de Muricy Ramalho foi eliminado pelo Grêmio, nas oitavas de final. Quando não teve a concorrência complicada de Souza e Ilsinho, Reasco sofreu com lesões. O equatoriano não jogou a competição em 2008

6- Marcelo Cañete (2013)
Rubens Chiri/saopaulofc.net

Primeiro argentino a disputar a Libertadores pelo São Paulo, o meia Cañete foi discreto em 2013. Após ganhar algumas chances com o técnico Ney Franco, Cañete virou alternativa de segundo tempo para a ponta direita, em equipe que não conseguia se encontrar depois da saída de Lucas para o Paris Saint-Germain. Teve algumas oportunidades na Libertadores. Seu melhor momento foi na vitória sobre o The Strongest, por 2 a 1, no Morumbi, quando saiu do banco para armar bela jogada que acabaria com gol marcado por Luis Fabiano. O São Paulo acabou eliminado pelo Atlético-MG nas oitavas de final depois de sofrer para se classificar à segunda fase.

Fonte: Uol

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