Fase ruim? O que Luis Fabiano faz em 2014 é superior à toda carreira

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Luis Fabiano tem 33 anos e há quatro meses viveu o pior momento de sua carreira. Terminou 2013 no banco de reservas do São Paulo, cedendo espaço no time para Aloísio Boi Bandido e sendo colocado como negociável pela diretoria. A carreira, que parecia fadada ao declínio, sofreu uma reviravolta: o que o centroavante faz em 2014 supera sua marca total no São Paulo. E isso não é pouca coisa. Nesta quarta-feira, ao marcar dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o CSA, ele se tornou o 3º maior artilheiro da história do São Paulo.
Em 2014, são 11 gols em 16 jogos de Luis Fabiano. O alto índice de gols mesmo com uma equipe que não embalou no campeonato estadual dá ao camisa 9 a marca de 0,69 gol por partida. No total, contando aquilo que Luis Fabiano fez desde 2001 pelo São Paulo, entre duas passagens pelo Morumbi, foram 189 gols em 283 jogos, marca que resulta em média de 0,67 gol por jogo. O Luis Fabiano de 2014 é mais letal que a média de tudo o que o centroavante produziu hoje e sempre pelo São Paulo.
Duas marcas nessa história têm enorme significado. Os 189 gols de Luis Fabiano o colocam em patamar que dificilmente será alcançado nos próximos anos. Agora ele empatou com Teixeirinha como o 3º maior goleador da história são-paulina. À sua frente estão Gino Orlando, com 233 gols, e Serginho Chulapa, com 242 gols. A outra marca tão importante quanto – tratando-se de Luis Fabiano – é a de 16 jogos na temporada. O Luis Fabiano que voltou para o São Paulo em 2011 participava de pouco mais da metade dos jogos. Em 2014, foram 18 partidas da equipe até agora. Ele só ficou fora duas vezes.
Se o Luis Fabiano de 2014 é superior à média do que ele produziu pelo São Paulo, não seria devaneio pensar em um lugar na seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2014. O camisa 9 do São Paulo usou a camisa 9 do Brasil em 2010, na África do Sul. Hoje, o técnico Luiz Felipe Scolari tem Fred como titular incontestável – não vive fase tão boa quanto a do são-paulino – e tem Jô como reserva de confiança. A concorrência, como o próprio Luis Fabiano já apontou em fase menos brilhante, está longe de ser inalcançável.
Após a vitória sobre o CSA, o técnico Muricy Ramalho falou sobre Luis Fabiano e sua surpreendente fase. As palavras não foram as mais doces, como as usadas para descrever a atuação de Alexandre Pato, mas explicaram porque os gols estão saindo.
“Ele precisa de assistência, já não é de grande explosão, precisa ser assistido, por isso que a gente abre o Osvaldo, para ir para o fundo do campo. Ele tem que saber que tem de chegar no fundo do campo, para chegar a bola. Cruzamento em baixo, em cima, precisa de assistência. Dentro da área ele é perigosissimo, não adianta meter bola comprida, porque ele não vai. Ele dentro da área é perigoso, até o Pato tem que se acostumar com ele”, disse o técnico.
Fonte:Uol

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