Ex-tricolores, Ricky e Tardelli só pensam em eliminar o São Paulo

O apito inicial do árbitro Wilton Pereira Sampaio, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Morumbi, será uma espécie de interruptor. Isso porque, enquanto durar a partida entre São Paulo e Atlético-MG, todas as lembranças e a gratidão que Diego Tardelli e Richarlyson têm do Tricolor serão apagadas. Quando a bola rolar pela última rodada do Grupo 6 da Taça Libertadores, a relação entre os dois jogadores do Galo e o clube paulista passará a ser de “inimigos íntimos”.

Richarlyson, Diego Tardelli, Cidade do Galo, Atlético-MG, treino (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Richarlyson e Diego Tardelli: unidos para eliminar o Tricolor (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)

O lateral-esquerdo, que começou a atuar na posição ainda nos tempos de Morumbi, e o atacante não escondem que o São Paulo foi o ponto de partida para o sucesso no futebol. Seja no que diz respeito aos títulos ou à visibilidade, o fato é que a passagem de ambos pelo Tricolor foi um marco na carreira dos atuais jogadores do Atlético-MG.

Foi por conta do São Paulo que os dois possuem no currículo conquistas como a Taça Libertadores, o Campeonato Brasileiro e o Mundial de Clubes. Foi por conta do São Paulo que Diego Tardelli apareceu para o futebol e foi negociado para o exterior ainda jovem e, posteriormente, teve passagens por outros clubes grandes, como Flamengo e Atlético-MG.

Richarlyson despedida São paulo (Foto: Vipcomm)Richarlyson despedida São paulo (Foto: Vipcomm)

Foi por conta do São Paulo que Richarlyson deixou o desconhecido futebol austríaco, onde atuou pelo Strasburg, para se tornar um dos atletas mais versáteis do Brasil, e ganhou a alcunha de ‘jogador moderno’. Nos tempos de Morumbi, além do apelido ‘Ricky’, ganhou destaque por atuar como volante, lateral-esquerdo ou até como um terceiro zagueiro.

Richarlyson contabiliza, nos cinco anos em que atuou no São Paulo, um título mundial (2005) e o tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008). O jogador era tão identificado com o clube paulista que, quando se despediu, recebeu homenagens dos companheiros. Na oportunidade, Ricky se emocionou (foto ao lado). Porém, todas essas boas lembranças ficarão de lado, justamente pela importância do duelo desta quarta, no Morumbi.

– Encaro como se fosse um jogo contra uma equipe qualquer. Sou muito feliz com o que o São Paulo me proporcionou na carreira. Mas hoje defendo o Atlético-MG. Encaro como um jogo comum. Vou receber o carinho de alguns ou de todos os companheiros que deixei lá. Grande parte da torcida pode me dar esse carinho também. Mas hoje defendo a camisa do Atlético-MG e vou fazer de tudo para honrá-la e sair de lá com mais uma vitória na Libertadores.

Melhor evitar o São Paulo

O jogo tem caráter decisivo para o São Paulo. E também para o Atlético-MG, já que, caso o Tricolor se classifique, dificilmente não pegará o Galo nas oitavas de final da competição. Com 15 pontos e com a melhor campanha da fase de grupos garantida, os mineiros vão ao Morumbi com o objetivo de eliminar os paulistas para não correr o risco de ‘ressuscitar’ um dos clubes de grande tradição na competição.

– O São Paulo é um clube de tradição, que já ganhou a competição três vezes e que cresce em disputas como essa. O Atlético-MG não vai para pisar na cabeça de ninguém, apenas para manter o desempenho que tem tido na competição e buscar nosso objetivo, que é somar o maior número de pontos possível, afirmou Ricky.

A relação de Diego Tardelli com o São Paulo vem das categorias de base, onde o atacante surgiu como promessa, em 2004. Depois, ao subir para os profissionais, o jogador alternou bons e maus momentos e chegou a ser emprestado ao Real Bétis, da Espanha, ao PSV, da Holanda, e ao São Caetano.

Em 2007, participou da conquista do pentacampeonato brasileiro, mas o ponto mais alto da carreira foi na Libertadores de 2005. Com um elenco recheado de jogadores tarimbados, o atacante era reserva do time de Paulo Autuori, mas saiu do banco para anotar um dos gols mais importantes da carreira, o quarto da goleada sobre o Atlético-PR, por 4 a 0, na final da competição continental.

– O São Paulo tinha um elenco muito forte. Com Amoroso, Luizão, Grafite, Fabão. Um dos melhores elencos do São Paulo nos últimos anos. Tive a felicidade de entrar nos 20 minutos finais e fazer o quarto gol da final. Era um título muito esperado, e esse gol, para meu currículo, foi muito importante.

As lembranças são as melhores possíveis, mas, quando a bola rolar para São Paulo e Galo, Diego Tardelli vai tentar repetir o feito de 2009, quando marcou na vitória do Galo, por 2 a 0, sobre o Tricolor, no Mineirão, e na vitória por 1 a 0, no Morumbi, ambas pelo Brasileiro daquele ano.

– Tenho um carinho muito grande pelo São Paulo, porque foi o clube que me revelou. Conquistei a Libertadores, que foi muito importante para mim e ali despontei para o futebol. Mas já marquei gols pelo Galo contra eles e espero que se repita. Costumo dar sorte em jogos assim. O objetivo é eliminar o São Paulo o quanto antes possível.

Fonte: Globo Esporte

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