Enquanto tiver Copa no Brasil, o SP pode estar nos EUA. E enfrentando Henry

O São Paulo alugará os dois centros de treinamento que tem para seleções durante a Copa do Mundo, e terá de realizar as atividades de dia a dia do elenco no estádio do Morumbi. Sem jogos durante a pausa para o torneio, a diretoria do clube tenta encontrar uma alternativa para fazer do período livre uma fonte de receita que sirva também de preparação para o time no Brasileirão. Neste momento, o São Paulo negocia amistosos com clubes dos Estados Unidos para o mês de junho e quer tentar levar as partidas para a costa leste do pais.

A costa leste é o objetivo por abrigar maior número de brasileiros. A meta principal é um amistoso contra o New York Red Bull, por exemplo, um dos maiores clubes do país e no qual atua o atacante francês Thierry Henry, ex-Arsenal, Barcelona e carrasco da seleção brasileira na Copa de 2006. Em Nova York, o São Paulo crê que poderia encontrar uma legião de brasileiros para acompanhar o clube.

A negociação para os amistosos é feita pelo vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes. Ele passou a última semana nos EUA e analisa possibilidades. Apesar da preferência à costa leste, houve conversas com o Los Angeles Galaxy, clube com o qual o São Paulo negociou alguns jogadores nos últimos anos – o zagueiro Leonardo e o volante Juninho permanecem – e ao qual pertence o atacante Landon Donovan, mais badalado atleta norte-americano. A costa oeste ficaria distante do itinerário ideal, mas pode ser uma solução.

Recentemente o São Paulo estreitou relações com a Federação de Futebol dos Estados Unidos, ao acertar o aluguel do CT da Barra Funda para os norte-americanos durante a Copa do Mundo. Em janeiro, a seleção nacional, treinada pelo alemão Jurgen Klinsmann, passou dez dias no local de treinos do São Paulo. O vice João Paulo de Jesus Lopes tentou algum contato com a federação para auxílio nas negociações de amistosos, mas encontrou os norte-americanos com atenções plenamente voltadas à Copa do Mundo.

Antes de realizar os amistosos na América do Norte, se confirmados, o São Paulo dará folga aos atletas. A programação é que os jogadores tenham pelo menos uma semana de descanso durante a pausa da Copa do Mundo antes de embarcarem para o exterior.

Apesar de repetir a excursão internacional, assim como em 2013, a situação é completamente distinta da vivida pelo clube no ano passado. Forçado a viajar para o Japão para a disputa da Copa Suruga – pelo título da Copa Sul-Americana em 2012 –, o São Paulo, por meio de sua diretoria, tentou fazer da viagem algo rentável. Assim, selou participações na Copa Audi, na Alemanha, contra Bayern de Munique (ALE), Manchester City (ING) e Milan (ITA), e na Copa Eusébio, em Portugal, contra o Benfica.

Apesar de ter arrecadado quase R$ 5 milhões com a excursão de 2013, o resultado fora de campo foi desastroso. O time viajou durante o Brasileirão, em meio à crise, e se viu afundar ao retornar para o Brasil, com jogadores esgotados fisicamente. Neste ano, a receita esperada é muito menor, e o elenco viajaria em período livre, sem jogos.

 

Fonte: Uol

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