Elogiado, filho de Sócrates concentra ações do SP no mercado de jogadores

O presidente Juvenal Juvêncio manda e é Gustavo Vieira de Oliveira, gerente executivo de futebol, quem executa as ações do São Paulo no mercado de transferências neste fim de ano. Filho de Sócrates e sobrinho de Raí, Gustavo colhe elogios entre empresários e dentro do clube a ponto de ser um dos raríssimos funcionários do futebol profissional com emprego garantido em 2014 seja qual for o resultado das eleições.

Após a saída de Adalberto Baptista da diretoria de futebol, em julho, o departamento ficou formado por João Paulo de Jesus Lopes, como vice-presidente, e Rubens Moreno, que herdou o cargo de Adalberto. Além da dupla, há três conselheiros que são adjuntos de futebol, mas que não executam e acompanham o dia a dia à distância. Neste fim de ano, é Gustavo quem conversa com clubes e jogadores para montar a equipe de 2014. Foi ele que negociou com a Portuguesa para ter o lateral direito Luis Ricardo em 2014, e que também conduz conversas por Bruno Henrique, Jucilei e outros. O coordenador técnico Milton Cruz volta a participar cada vez mais, ao lado do técnico Muricy Ramalho.

Gustavo é remunerado e trabalha apenas para o São Paulo. Tal posição lhe dá tempo o suficiente para assumir as responsabilidades. A formação e experiência como advogado e consultor jurídico na elaboração de contratos para o São Paulo também. Antes de ser funcionário do clube, o filho de Sócrates prestava serviços ao clube em contratações – esteve na Espanha ao lado de Adalberto Baptista para negociar com o Sevilla em março de 2011 e selar o retorno de Luis Fabiano.

Pelos agentes com quem conversa e consulta informações sobre jogadores, Gustavo é elogiado sem ressalvas. Cinco empresários, de diferentes empresas, ouvidos pela reportagem enumeraram qualidades sem citar defeitos. O gerente de futebol são-paulino é visto como uma ilha de lucidez no clube após o período de gestão conturbada no futebol. A formação para o cargo também é destacada – Gustavo não precisa levar alguém a seu lado para definir os negócios.

Quando decidiu sozinho pela demissão de Paulo Autuori e contratação de Muricy Ramalho, Juvenal Juvêncio comunicou primeiramente seu gerente-executivo. Gustavo foi o primeiro a saber e recebeu a tarefa de levar à casa de Muricy Ramalho o contrato para ser assinado.

O trabalho também repercute positivamente dentro do São Paulo. Gustavo só sairá do clube em 2014 se quiser. Candidato da situação e apoiado por Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar tem ideias de profissionalizar diversos setores e fala em manter o sobrinho de Raí. Kalil Rocha Abdalla, opositor, delega o futebol a Marco Aurélio Cunha, que faz elogios ao gerente de futebol e já afirmou que apostaria na manutenção.

O perfil de Gustavo é o mais discreto possível. Ele não gosta de entrevistas, não quis apresentação formal e também não foi aos microfones desde que assumiu o cargo, há quase seis meses. Ele passa o dia de trabalho entre ligações, com o celular no ouvido. Enquanto o time treina no CT da Barra Funda, o gerente caminha pelo local enquanto conversa ao telefone com empresários e dirigentes. Imprensa, não.

Ele também não se mete em assuntos políticos publicamente, internos do São Paulo ou do futebol em geral. Filho do homem que foi uma das inspirações para o zagueiro Paulo André, do Corinthians, criar o Bom Senso F.C., Gustavo apoiou a iniciativa em conversa com o elenco são-paulino, mas não gosta de comentar o assunto. Prefere deixar esse tipo de posicionamento para dirigentes estatutários do clube.

 

Fonte: Uol

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