Dois anos do centésimo

O ano de 2011 pode ter passado sem a conquista de algum título oficial, mas para os são-paulinos o sentimento é diferente. A sensação tão especial e distinta de ser campeão se confundiu com a glória nunca antes alcançada na história do futebol mundial, plenamente compartilhada com a torcida naquele dia 27 de março pelo maior ídolo do Tricolor em todos os tempos.

Há dois anos Rogério Ceni marcava seu 100º gol na carreira – todos com o Manto Sagrado do São Paulo FC – no jogo contra o Corinthians, em partida realizada na Arena Barueri, pelo Campeonato Paulista, vencida pelo Tricolor por 2 a 1. O mundo jamais havia presenciado façanha igual: um goleiro chegar aos 100 gols em sua carreira profissional!

O feito, destacado internacionalmente e relembrado até hoje como motivo de orgulho e exemplo de dedicação e superação, foi o fruto de uma carreira inteiramente dedicada ao trabalho e ao São Paulo Futebol Clube. A jornada até o centésimo teve início no já longínquo ano de 1997. No interior de São Paulo, em Araras, Rogério Ceni cobrou a primeira cobrança de falta que resultou em gol, e em vitória do Tricolor sobre o União São João.

De lá, até o fatídico gol que escreveu o nome de Rogério Ceni para sempre na história, passaram-se 80 goleiros batidos e 52 clubes vencidos. Mas o Capitão, que em 1990 chegou ao clube que defende indelevelmente até hoje,  precisou de 965 jogos sob as traves do Tricolor para alcançar esse feito. Um goleiro com a incrível média de um gol marcado a cada dez jogos, praticamente.

Tudo isso já seria suficiente para um final de carreira inesquecível. Mas não bastou. Rogério, incansável, continua em seu destino inabalável de quebras de recordes e acúmulo de conquistas.

Completou 1000 jogos pelo São Paulo naquela mesma temporada. Chegou a 109 gols, possuindo hoje 1065 partidas vestindo a camisa que se confunde com sua pele (e já está nos calcanhares de Pelé, a perseguir outro recorde). Campeão da Copa Sul-Americana de 2012, dividiu a honra de erguer a taça de campeão com o jovem Lucas.

Por esse e por outros tantos feitos (mesmo os que ainda estão por vir), Rogério Ceni é e será para sempre lembrado por toda a torcida são-paulina como “o M1TO”.

Fonte: Site Oficial

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