Ceni e Valdivia reacendem rivalidade entre SP e Palmeiras

Não foi a primeira vez que Rogério Ceni e Jorge Valdivia se desentenderam. A disputa entre o goleiro do São Paulo e o meia do Palmeiras é antiga e, no último domingo, ilustrou-se no pontapé desferido pelo goleiro são-paulino e evitado pelo chileno, que decidiu comemorar o primeiro gol da vitória por 2 a 0, no Pacaembu, com um soco no ar a centímetros do rosto do rival. Rivalidade pessoal, entre ídolos, que serve para reacender a rivalidade entre clubes logo no primeiro encontro entre as partes após ano incomum.

A história se repete: no segundo jogo da semifinal do Paulistão de 2008 Valdivia teve conduta parecida. Marcou um dos gols no clássico contra o São Paulo, começou a correr em direção à torcida alviverde, mudou de rota e decidiu passar na frente de Ceni. Não deu o soco no ar, mas sorriu e pediu silêncio levando o dedo indicador à boca. O ato irritou o zagueiro Miranda, que empurrou o chileno.
No mesmo jogo, Ceni e Valdivia se desentenderam e o chileno provocou um dos raros momentos em que o goleiro foi tirado do sério em campo durante a carreira. Em discussão durante um momento em que a partida esteve interrompida, Rogério Ceni empurrou a cabeça do meia palmeirense com um leve tapa.
Semanas antes, ainda na primeira fase do Estadual, Valdivia havia iniciado a polêmica do “chororô”. Primeiro, contra o Corinthians, e depois contra o São Paulo. O chileno marcou um dos gols na goleada do Palmeiras por 4 a 1 sobre o São Paulo e “chorou” para Rogério Ceni. O próprio chileno admite que as comemorações e provocações ao clube do Morumbi contribuíram para que ele fosse elevado ao status de ídolo no Palmeiras.
Rogério Ceni só conseguiu revidar a troca de provocações com o chileno em 2012, no Brasileirão. O São Paulo vencia o Palmeiras por 3 a 0 na ocasião, no Morumbi, quando o chileno teve de deixar o campo por causa de uma lesão muscular. O time de Gilson Kleina – contratado para tentar salvar o time do rebaixamento após Luiz Felipe Scolari – já havia feito as três substituições quando Valdivia decidiu deixar o campo machucado. Depois da partida, Ceni ironizou a atitude e disse que deveria ter “doído muito” para que o chileno saísse do gramado com o placar negativo, e com o clube na situação delicada que vivia no campeonato nacional.
As disputas entre os dois grandes protagonistas dos clubes rivais ficaram ausentes no último ano, com apenas um encontro, na primeira fase do Paulistão, uma vez que o Palmeiras disputou a Série B do Brasileirão. Em 2014, os clubes irão se encontrar outras vezes e a dupla poderá aumentar ou finalmente acabar com a série de desentendimentos que já dura mais de cinco anos.
Fonte: Uol

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