Bruno Peres: polivalência e oportunidade de mercado

O São Paulo anunciou na noite da última quinta-feira (5) a contratação do lateral direito Bruno Peres, que estava na Roma. E alguns motivos explicam o porquê o Tricolor buscou o jogador, de 28 anos, que vai assinar empréstimo de uma temporada com a possibilidade de renovação do vínculo.

No momento, Diego Aguirre conta com Militão e Bruno para o setor. O primeiro é muito bem avaliado pela comissão técnica, porém tem vínculo só até janeiro de 2019 e não aceitou renovar. Por isso, todos já dão como certa a saída sem que o São Paulo seja recompensado financeiramente. No caso, Paris Saint-Germain, Porto e Inter de Milão já demonstraram interesse na contratação.

Por outro lado, Bruno não vive um bom momento, disputou apenas três partidas pelo Tricolor no ano e, com contrato até dezembro, deve deixar o Morumbi. Já Régis, que também integrava a delegação tricolor, teve problemas pessoais e teve o seu contrato suspenso.

Além da necessidade de reforçar o elenco,  o São Paulo viu em Bruno Peres a oportunidade de ganhar mais opções, principalmente ofensivas. O ala sempre foi conhecido por sua facilidade para apoiar o ataque. Por isso, com ele o time poderá ganhar qualidade na hora de pressionar o adversário. Além disso, o jogador pode atuar no meio de campo. Outra opção seria deslocar Militão para a zaga ou para o meio de campo e utilizar Bruno Peres na ponta.

Para completar, o São Paulo viu em Bruno Peres uma boa oportunidade de negócio. O jogador tem o desejo de retornar o futebol brasileiro e deixou clara a sua intenção para os dirigentes da Roma, com quem ele tem contrato até junho de 2021. Neste sentido, até mesmo o salário do lateral, que era visto como um entrave, foi acertado para se adequar aos padrões do futebol brasileiro. Desta maneira, o São Paulo não vai precisar desembolsar uma alta quantia para contratar um atleta para o setor.

 

Fonte: Uol

3 comentários em “Bruno Peres: polivalência e oportunidade de mercado

  1. Vou exaltar o trabalho do Raí e comissão técnica, contratações pontuais, antigamente as contrações eram uma bagunça, quando precisávamos de zagueiros chegavam atacantes (de péssima qualidade sempre), quando precisávamos de atacantes, chegavam volantes.

    Desde que o Raí assumiu, sempre contratações pontuais e precisas, para o meio do ano chegaram um atacante de lado de campo, um centroavante (que também pode atuar pelos lados), um lateral, agora só falta o volante, e se o Rodrigo Caio for vendido (não acredito, mas é possível) seria bom buscar outro zagueiro.

    Atuação perfeita até aqui do Raí, hoje ele é o principal responsável por nos fazer mudar de patamar, a turma já está com medo novamente de enfrentar o tricolor. O gigante está acordando.

    • Concordo em parte, pois já foram inúmeras contratações por empréstimo que se mostraram um modelo equivocado, pois ou o cara é pereba ou é bom mas não se consegue a renovação, aí se perde todo o trabalho de continuidade. Empréstimo só é bom com valor de compra pré-definido, ou com algum tipo de garantia de extensão do prazo caso valha um investimento intermediário. Caso contrário é mais do mesmo

      • Mas eh melhor um emprestimo pontual do que uma contratacao erronea, vide Hernanes ano passado, nao fosse ele estariamos amargando a segunda divisao. Apenas temos que ter criterio no emprestimo, nao podemos valorizar jogador para times rivais sem ganhar nada.

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