Aguirre tem ótimo retrospecto histórico contra o Grêmio

Diego Aguirre é exaltado por jogadores e dirigentes como fundamental para a atual campanha do São Paulo, vice-líder do Campeonato Brasileiro, só um ponto atrás do primeiro colocado Flamengo. E a história do técnico mostra que é um fator positivo tê-lo diante do Grêmio, adversário das 19h30 desta quinta-feira, em Porto Alegre.

Já faz quase 30 anos que o uruguaio pode ser considerado um trunfo contra o Tricolor gaúcho, e não apenas como treinador. E existem comprovações de que quem abriu mão dele contra esse adversário acabou se dando mal.

LANCE! aponta agora quatro fatos que mostram isso:

Gre-Nal do século
Em 12 de fevereiro de 1989, Grêmio e Internacional fizeram o que foi chamado o Gre-Nal do Século pela importância do duelo: no Beira-Rio, disputaram a semifinal do Campeonato Brasileiro de 1988 (o torneio terminou só no ano seguinte). Aos 23 anos, Aguirre começou o jogo no banco e viu o Grêmio dominar o primeiro tempo, abrindo o placar com Marcos Vinícius, aos 25, e, 13 minutos depois, o Colorado ficou com um a menos, com a expulsão do lateral Casemiro.

Técnico do Inter, Abel Braga resolveu mandar a equipe à frente. E mudou de vez o clássico colocando Aguirre, atacante, no lugar do volante Leomir. O Colorado se impôs completamente, mesmo com um a menos, graças à presença maior no ataque, e venceu por 2 a 1, com dois gols de Nilson. Obviamente, o nome da virada foi Nilson, mas o torcedor do Inter costuma associar a entrada de Aguirre à histórica vitória diante do maior rival.

Único título no Brasil
Foi contra o Grêmio que Diego Aguirre conquistou seu único título no Brasil. Já como treinador, em 2015, o uruguaio estava à frente do Inter campeão gaúcho naquela temporada. Na decisão, 0 a 0 na Arena do Grêmio na ida e, na volta, 2 a 1 para o Colorado no Beira-Rio, com gols de Nilmar e Valdívia, e Giuliano descontando já nos acréscimos.

Saída pré-vexame
Ainda em 2015, Aguirre levou o Inter à semifinal da Libertadores, caindo para o mexicano Tigres. Mas, surpreendentemente, acabou demitido duas semanas depois de sair do torneio continental, e a decisão da diretoria ocorreu só três dias antes de um Gre-Nal, na casa do rival. Resultado: sem o técnico, o Colorado levou 5 a 0, a maior goleada que sofreu na história no clássico.

Galo vice na Copa do Brasil
​Em 2016, Aguirre começou o ano no Atlético-MG, mas perdeu o Campeonato Mineiro para o América e pediu demissão em maio, logo após ser eliminado pelo São Paulo, nas quartas de final da Libertadores. O clube contratou Marcelo Oliveira para o seu lugar e chegou até a decisão da Copa do Brasil, mas logo contra o Grêmio. Mais uma vez, o Tricolor gaúcho se aproveitou de um ex-time do uruguaio: ganhou a ida por 3 a 1 no Mineirão, empatou por 1 a 1 em Porto Alegre e ficou com a taça.

 

Fonte: Lance

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