Agora titular, Ganso tirou Santos de situação pior em 2011

A pergunta que mais se faz a Paulo Henrique Ganso é se ele poderá repetir, no São Paulo, o que fez no Santos. No dia 4, em La Paz, é preciso vencer para chegar às oitavas da Libertadores. Em 2011, no Peixe, ele reverteu situação pior. Se fizer o mesmo agora, já justifica parte do investimento de R$ 24 milhões feito em 2012. E nada indica que até lá ele sairá do time.

Antes da partida contra o The Strongest, pela quinta rodada do Grupo 3, o São Paulo ainda encara o Paulista, nesta quarta-feira, e joga o clássico contra o Corinthians no domingo, pelo estadual. Nos últimos dois jogos, contra São Bernardo e Bragantino, o time venceu com Ganso titular e o meia recebeu elogios de Ney Franco, repartidos também com Maicon, Carleto e Rodrigo Caio.

Ney Franco não adianta a escalação para o jogo desta quarta, muito menos os planos para o dia 4, na decisão na altitude de La Paz. Mas também não dá indícios de que deve mudar o time. No Jayme Cintra, em Jundiaí, Ganso deve fazer o terceiro confronto consecutivo como titular, e assim pode seguir até a viagem à Bolívia, baseado nos elogios do técnico.

Em 2011, no Santos, o meia começou a Libertadores lesionado. Em agosto de 2010 sofreu a tão temida ruptura do ligamento cruzado anterior no joelho esquerdo. Estreou na competição na terceira rodada, viu o time perder e o técnico ser mandado embora. Contra o Cerro Porteño, na mesma quinta rodada, e também fora de casa, foi protagonista. Com ótima atuação, deu a vitória e mostrou ao Peixei o caminho para as oitavas.

Ganso, no entanto, espera que parte das coincidências acabem após as oitavas. Em 2011, uma lesão muscular na coxa direita o tirou de quartas, semis e do primeiro jogo da final contra o Peñarol. No segundo, porém, foi titular do Santos no Pacaembu e levantou o troféu.

Situação pior que a do São Paulo já foi revertida, e Ganso sabe como proceder. No dia 4, se for titular na altitude de La Paz, o meia pode mudar o cenário tricolor rumo a classificação para a próxima fase da Liberta.

Santos trocou Adilson por Muricy

A semelhança entre as Libertadores do Santos de 2011 e do São Paulo de 2013 é tão grande que os técnicos de ambos passaram por turbulência após os maus resultados. Na Vila Belmiro, porém, Adilson Batista não resistiu, e foi trocado por Muricy Ramalho.

Os caminhos entre aquele Peixe e esse Tricolor não se cruzam neste ponto. No Morumbi, a diretoria obviamente não está satisfeita com o desempenho do time na Libertadores, mas prefere não interferir com uma troca de comando neste momento por conta dos fracassos em demissões e contratações no clube desde 2009. Após a derrota para o Arsenal, na Argentina, por 2 a 1, o diretor de futebol Adalberto Batista e o presidente Juvenal Juvêncio disseram que não existe possibilidade de demissão do treinador.

Na Vila Belmiro, a chegada de Muricy foi o ponto principal para fazer com que o time conquistasse a classificação. O treinador padronizou o time no 4-2-3-1, com Elano atuando como terceiro jogador de meio de campo e também aberto pela direita, e deixou de utilizar três atacantes, como preferia Adilson em alguns momentos, com Diogo, Neymar e Zé Eduardo.

Em 2011, a diretoria julgou como positiva a saída de Adilson porque tinha Muricy no mercado. Antes de ir para o Vasco, Paulo Autuori – campeão tricolor em 2005 – também estava desempregado, e não seduziu.

Sem Neymar, sem Luis Fabiano…

Se o São Paulo terá de vencer com o provável desfalque de Luis Fabiano no dia 4, em La Paz, para assegurar a classificação às oitavas de final, tem no Santos de 2011 mais uma inspiração. A vitória sobre o Cerro Porteño, fora de casa, na quinta rodada, foi conquistada sem Neymar, expulso na vitória por 3 a 2 sobre o Colo Colo, na Vila Belmiro, por colocar uma máscara na comemoração de seu gol – o terceiro do Peixe.

Além dele, Elano foi outro que tomou cartão vermelho e não foi ao Paraguai. O São Paulo enviará recurso à Conmebol até sexta-feira para tentar reverter a punição. Pela expulsão no Pacaembu, contra o Arsenal, o atacante pegou mais três jogos.

Liberta 2013

Atlético-MG: 12 pontos
São Paulo: 4 pontos
Arsenal (ARG): 4 pontos
The Strongest (BOL): 3 pontos

Liberta 2011 – até 4ª rodada

Cerro Porteño (PAR): 8 pontos
Colo Colo: 6 pontos
Santos: 5 pontos
Deportivo Táchira (VEN): 2 pontos
Fonte: Lance

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