À distância e sem bicho, Juvenal tem último mata-mata no poder

O mata-mata do Campeonato Paulista põe emjogo, a partir de quarta-feira, a chance de Juvenal Juvêncio conquistar um último título como presidente do São Paulo. Se o time perder para o Penapolense ou nas fases seguintes, o dirigente – no poder desde 2006 – entregará o cargo na segunda quinzena de abril tendo como última conquista a Copa Sul-americana de 2012.

O troféu estadual, o qual o clube não vence desde 2005 (ano em que a presidência era ocupada por Marcelo Portugal Gouvêa), seria de grande valor, tendo em conta que o mandatário dedica esforços para fazer de Carlos Miguel Aidar seu sucessor, em eleição a ser realizada provavelmente em 16 de abril, três dias após a decisão da competição.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Presidente tem última chance de título antes de entregar o cargo, na segunda quinzena de abril

O contato direto com o time, porém, diminuiu. No ano passado, mesmo adoentado, Juvenal atendeu pedido do técnico Muricy Ramalho e acompanhou presencialmente diversas sessões de trabalho da equipe, em meio ao risco de rebaixamento à segunda divisão nacional, que não veio a se concretizar. Na atual temporada, ele se distanciou consideravelmente do dia a dia do futebol e não foi mais visto pelos jogadores nos campos do CT da Barra Funda.

 

Jogadores e comissão técnica também não recebem mais bicho do presidente desde o período de crise no Campeonato Brasileiro. Bicho que historicamente sempre foi gordo – em comparação com o que pagam outros clubes paulistas – e dado em todas as partidas. Segundo a diretoria, só deverá haver bonificação em caso de título, com parte do dinheiro proveniente do prêmio da Federação Paulista de Futebol.

Com contratações, o gasto é igualmente reduzido no último ano de Juvenal no poder. Afora o lateral direito Luis Ricardo, comprado da Portuguesa, e o lateral esquerdo uruguaio Álvaro Pereira, emprestado com compensação financeira, os demais reforços não despenderam grandes retiradas do cofre são-paulino. O volante Souza e o atacante Alexandre Pato chegaram na base de troca, e o atacante colombiano Dorlan Pabon tem contrato simples de empréstimo.

Mas os novos reforços são suficientes, no entendimento de Muricy Ramalho, para fazer frente a Santos e Palmeiras, principalmente, nas fases decisivas do Paulista. Bom para Juvenal, que foi presidente também na década de 1980 – campeão estadual em 1989, inclusive – e vai chegando ao fim do terceiro mandato consecutivo com quatro títulos em oito anos (como principais, os três brasileiros, em 2006, 2007 e 2008), mas não faz a torcida comemorar desde 2012.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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